
Mas são 6:15 da manha e acabo de chegar a casa de uma festa. Festa, essa onde o principal objectivo era não pensar em tudo o que me vem modificando nestes últimos tempos e poder estar com alguém que me tem marcado.
Ainda assim…
O meu mundo não abana, mas tem momentos em que a estupidez e egoísmo humano deixam-me revoltado e me fazem ter momentos de pseudo insanidade.
Tenho plena consciência que neste momento não sou o dito “normal guito” ando apático, ando distante e sempre com um semblante muito carregado. Não é preciso ninguém me dizer que não ando bem, ainda tenho noção da realidade, contudo, existem amigos que a cada dia que passa me marcam mais e me deixam mais ligados a eles, faço questão de referenciar o Mário e o Ferraz, que em momentos como este não me vem “foder” a cabeça mas sim com preocupações sinceras sobre mim.
Sendo a coisa mais importante de hoje, que me deixaria a pensar, a frase do Ferraz durante o aquecimento do jogo “Fofinho, que se passa contigo? Já tenho saudades de te ver sorrir!” Isto é algo que eu nunca pensei ouvir de ninguém, muito menos daqueles pelos quais eu dou tudo o que tenho.
Ou então alguém como o Mário, que vem directamente falar comigo e pergunta sem rodeios, “O que tens, porque andas assim? Fazes falta!” E tenta-me fazer ver que não estou correcto e indica-me o caminho a seguir.
Assim, com pessoas como estes dois o meu mundo certamente iria ser bem mais abrangente.
Mas não, as pessoas continuam a olhar só para elas…
Alias, no fim desta noite de festa, acabo por sair pior do que cheguei.
Vou dirigir isto directamente a alguém, que muito facilmente, se aqui vierem iram perceber.
Eu sei que não me conheces realmente bem, mas digo-te, quando eu próprio afirmo que “não estou com cabeça”, o melhor que tens a fazer é parar, não insistir constantemente em bater naquele tema que não quero falar. Eu nunca, ou quase nunca digo que não quero falar sobre algo, especialmente se me envolve a mim, sou demasiado honesto comigo mesmo para não o fazer, quando tenho problemas ou sinto necessidade de dizer algo eu digo.
Mas desta vez eu fui sair para estar com os amigos, ganhar um novo alento e não para aturar os teus filmes. Já falei, já fui muito honesto contigo e mais não te posso fazer, ainda assim, digo-te que deves repensar muito bem os teus comportamentos e atitudes se queres continuar no que até aqui tem sido, como bons amigos.
A outra pessoa a que me vou referir, deixo-te uma simples frase de reflexão caso queiras ver além do óbvio: “Para sermos realmente diferentes não basta dize-lo é preciso faze-lo”.
Eu não sei se algum autor já utilizou este pensamento, mas que eu o utilizo há muito tempo para mim e que lá cheguei por as minhas custas e que nunca o vou abandonar, isso é certo.
Quero paz, sossego, alegria e principalmente muita tranquilidade…
Mais não vale a pena dizer, porque os sentimentos envolvem a racionalidade e como tal, quis apenas deixar um simples alerta.
E vou me deitar…


